Procuradoria da Mulher e da Pessoa com Deficiência amplia o debate sobre proteção e direitos.
Mais do que uma cor no calendário, o Agosto Lilás representa um chamado à sociedade para enfrentar um problema que ainda atinge milhares de mulheres: a violência doméstica e familiar.
Criada em 2016, a campanha nasceu em referência aos 10 anos da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, e tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a violência contra a mulher, fortalecer a prevenção e divulgar os mecanismos de proteção e denúncia.
A mobilização também reforça uma mensagem essencial: nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. Para que a proteção seja efetiva, é necessário que vítimas, familiares, amigos, instituições e o poder público estejam preparados para reconhecer os sinais, oferecer acolhimento e buscar os caminhos adequados para interromper o ciclo de violência.
À frente da Procuradoria da Mulher e da Pessoa com Deficiência, da Câmara Municipal de Linhares, as vereadoras Pâmela Maia e Kelley Bonicenha destacam que o enfrentamento precisa começar antes que a violência aconteça.
“Não podemos esperar que uma mulher seja vítima de violência para agir. Precisamos falar sobre prevenção, orientar, acolher e fortalecer as mulheres para que elas saibam que não estão sozinhas. Enfrentar a violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade.”, aponta Pâmela Maia, procuradora da Mulher.
Para ela, campanhas como o Agosto Lilás são importantes justamente por levarem informação para diferentes espaços e ajudarem a romper uma cultura de silêncio que, muitas vezes, protege o agressor e deixa a vítima ainda mais vulnerável.
Todas as Mulheres
O debate sobre violência contra a mulher precisa incluir todas as mulheres, enfatiza a vereadora Kelley Bonicenha, procuradora da Pessoa Com Deficiência. Ela chama atenção para as barreiras que mulheres com deficiência podem enfrentar para acessar informação, denunciar situações de violência e chegar aos serviços da rede de proteção.
“Precisamos garantir que toda mulher tenha voz, acesso à informação e condições de buscar ajuda. A inclusão também significa assegurar proteção e dignidade para mulheres com deficiência que estejam vivendo qualquer situação de violência.”, destaca Kelley Bonicenha.
A atuação conjunta das duas procuradoras reforça a necessidade de uma rede de proteção cada vez mais acessível, preparada e sensível às diferentes realidades vivenciadas pelas mulheres.
Uma causa que pertence a todos
O Agosto Lilás termina no calendário, mas a responsabilidade de combater a violência contra a mulher permanece durante todo o ano. Não se trata de uma questão exclusivamente das mulheres, mas de toda a sociedade.
Família, escola, empresas, instituições, profissionais, comunidade e poder público têm um papel fundamental na construção de uma cultura de respeito e proteção. Ouvir sem julgar, acolher sem culpar, orientar corretamente e não se omitir diante de uma situação de violência são atitudes que podem fazer a diferença.
Em Linhares, o trabalho da Procuradoria da Mulher e da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal de Linhares reforça esse compromisso: informar para prevenir, acolher para proteger e unir esforços para que nenhuma mulher precise viver com medo.